Chris
havia convocado-nos para um jantar naquela noite. Ela disse que iria apresentar
seu novo namorado. Antes do tal pretendente chegar, sentamos na sala para uma
conversa:
- Chris,
explica melhor! Onde você conheceu esse tal bofe? – Meg perguntou.
-
Menina, é uma longa história! Eu estava caminhando uma noite dessas e ele me
abordou... Ele me falou que já me observava há algum tempo, mas só naquela
noite teve coragem de me procurar. Fomos para um bar, bebemos, conversamos e
depois ele me pediu em namoro! Disse que queria conhecer meus amigos... Por
favor, acho bom vocês se comportarem!
Ouvimos a
buzina de um carro e Chris levantou:
- É
ele! Todos comportados! AB, nada de falar merda; BeAz, nada de falar merda;
Meg, nada de babar pelo bofe! Vamos lá!
Quando
Chris entrou na sala com o cara, quase morri de susto! Ele era... Ele era...
Ele era... Brilhante e semi-albino!
- Meninas
e AB, esse é o Edvard Coulen, meu namorado! (Sim! EdVard)
- Boa
noite!
O
cara tinha uma voz sensual, calma e que acho que provocava orgasmos múltiplos
em todas as mulheres que a ouvissem! BeAz e Meg ficaram fascinadas com a beleza
do cara, e eu, encucado.
Após
sentarmos para comer, o tal cara falou:
- AB, já
sei o que você está pensando a meu respeito... – Fiquei surpreso.
- Ah é?! E
o que seria, Edvard?!
- Você
está pensando que eu sou um vampiro. E acertou!
Nessa
hora, Meg e BeAz largaram a comida e olharam assustadas para ele.
-
Mas não se preocupem, sou vegetariano... Só me alimento de sangue de animais...
Tem um mercado ótimo no fim da cidade!
Meg então
soltou:
- Ih, AB!
Toma cuidado! Já que você é um jumento, não duvido nada que o Edvard queira
sugar seu sangue! – Ela riu.
- K. K.
Muito engraçada, Meg! Você é uma pândega! – Falei sem senso de humor. –
Voltei-me para Edvard. – Você lê mentes, cara? Tipo, a benhê tá grávida, será
que você não adivinha o sexo do bebê?
- Não
precisa! – BeAz gritou.
- Ué,
amor! Não custa nada! Imagina saber o sexo do nosso benhêzinho! *-*
- Não
custará nada, BeAz! – Edvard falou.
-
Não precisa! – Ela gritou nervosa. – O jantar é para você e para a Chris!
Antes que
BeAz pudesse se manifestar novamente, Edvard falou:
- Mas que
bebê?
- Acho que
estou ficando tonta! – BeAz falou.
- Ih,
portuga! A casa caiu! – Chris falou.
- Mas a
BeAz está grávida, Edvard! – Eu falei.
-
Não está não... – Edvard falou.
Foi então
que as coisas começaram a fazer sentido... Eu não me lembrava de ter esquecido
a camisinha qualquer dia que tivesse sido. BeAz estava mentindo para mim! Isso
explicava o fato de ela não ter feito nenhum exame ainda... Levantei furioso e
fui para meu quarto.
- Eu não
posso ter sido tão idiota! Não posso!
BeAz bateu
na porta do quarto:
- Benhê,
abre aqui! Vamos conversar!
- Vai à
merda, BeAz! Não quero papo contigo!
Ela
insistiu:
- Abre,
benhê! Eu posso me explicar! Por favor!
- EU JÁ
FALEI, CACETE! VAI EMBORA! Não quero papo contigo!
-
Por favor... – Ela começou a chorar.
Abri a
porta e ela entrou:
- Benhê,
me perdoa! Eu juro! Eu não queria mentir! Eu fiz isso tudo por amor...
- Quem ama
não mente!
- Eu
fiquei com medo de você ter uma recaída com a Meg...
- EU
ESTAVA DOPADO! Eu só fiquei com a Meg por causa do maldito remédio!
- Eu sei,
mas eu tive medo! Ela começou a se envolver com o Hugooo e eu tive medo... Medo
de você querer voltar pra ela...
-
Você mentiu, BeAz! Mentiu sobre uma coisa séria! Isso não tem perdão!
- Vamos
passar uma borracha sobre isso tudo, benhê!
-
NÃO! CHEGA! Eu suportei quando você dançou seminua lá em Riverview, não vou
tolerar isso! Você me tratou feito lixo, BeAz! Isso não tem perdão! Eu não
quero olhar na sua cara nunca mais! Está ouvindo? NUNCA MAIS!
Enquanto isso...
-
Desculpa, Ed! Eu não queria te causar esse constrangimento...
- Não foi
nada, minha bela! Acontece.
- Você não
deve querer me ver nunca mais não é?
- Não...
Pelo contrário... Vou amar te reencontrar. Eu só não sei se sou o cara certo
para você... Eu sou um... Vampiro! Você gosta de um mundo “quente”, eu gosto da
solidão, Chris... Somos muito diferentes...
-
É... Não daria certo mesmo, vampirão gostosão!
Então
Chris beijou o vampirão, mas antes que ele desaparecesse pelo mundo, falou:
- Posso te
pedir algo?
- O que?
-
Queria me deliciar com esse teu sangue... Prometo não te transformar!
- Ah,
bonitão! Meu sanguezinho precioso não dou nem a pau! Mas se você quiser outra
coisa... Te garanto que terá muita diversão! – Ela riu.
- Topa ir
para um lugar mais “reservado”?
-
Com todo prazer!
Durante a
madrugada, tomei uma decisão que há muito tempo já deveria ter sido tomada: a
de ir embora! Apesar do sono que eu sentia, eu precisava ir embora daquela
casa. Já estava cansado de tantas loucuras na minha vida. BeAz, Meg, Chris...
Elas foram importantes em minha vida, mas eu estava saturado!
Coloquei
minhas roupas em algumas malas e peguei minha mochila.
Esperei o
táxi ansiosamente. Uma dor no coração invadia o meu peito... Era horrível! Um
medo, uma raiva... Tudo! Resolvi esperar do lado de fora da casa, mas antes que
eu pudesse sair, ouvi a voz de Meg ecoar atrás de mim:
- Onde
você vai, AB?















